segunda-feira, 30 de maio de 2016

EU E OS OUTROS E EU E DEUS - CONVERSAS COM DEUS 3


( Excertos retirados do livro Conversas com Deus 3, de Neale Walsch _)

( página 6  á página 11)

Deus - Tudo o que aconteceu em sua vida aconteceu perfeitamente para que você e todas as almas relacionadas contigo crescessem com exatidão da maneira que necessitavam e desejavam crescer.

Neale - Essa é a "saída" perfeita construída por todos os que na juventude que desejam fugir da responsabilidade de suas ações e evitar os resultados desagradáveis.

 Sinto que fui egoísta, incrivelmente egoísta, a maior parte de minha vida e tendo feito só que me agradava, sem me importar com o impacto que isto causasse em outras pessoas.

- Não há nada de mal em fazer o que te satisfaz...

Entretanto, muitas pessoas saíram machucadas, decepcionadas...

- A pergunta a fazer é o que te agrada mais. Parece-me dizer no momento, que o te agrada mais, são os comportamentos que causam pouco ou nenhum dano aos outros.

Isso é expressá-lo com gentileza.

A propósito. Deve aprender a ser amável consigo mesmo e deixar de se auto julgar.

Isso é difícil, em particular quando outros estão preparados para nos julgar. Sinto que vou ser um obstáculo para O Senhor e para a Verdade; que se insistir em terminar e publicar esta trilogia, serei um embaixador pobre de Sua mensagem e o desacreditarei.

- Não pode desacreditar a verdade. A verdade é a verdade e não pode ser provada nem desaprovada. Simplesmente é a verdade.

A maravilha e a beleza de minha mensagem não podem ser nem serão afetadas pelo que pense as pessoas de você.

Na verdade, é um de meus melhores embaixadores, porque viveste sua vida de uma maneira que chamas de “menos perfeita”.

As pessoas podem familiarizarem-se com você, inclusive quando lhe julgam. Se compreenderem que é verdadeiramente sincero, podem inclusive perdoar seu "sórdido passado".

Não obstante, te direi isto. Enquanto estiver preocupado pelo que outros pensam de você, eles serão seus donos.

Só quando não precisar da aprovação exterior; poderá ser dono de si mesmo.

- Minha preocupação era mais pela mensagem que por mim. Preocupava-me que a mensagem se desonrasse.

- Se te preocupa a mensagem, então transmita-a. Não se preocupe por desonrá-la. A mensagem falará por si só.

Lembra o que te ensinei. Não é tão importante o recebimento da mensagem, e sim o como  é enviada.

Lembra também isto: ensina o que tem que aprender.

Não é necessário ter obtido a perfeição para falar sobre ela. Não é necessário ter obtido a mestria para falar dela.

Não é necessário ter alcançado o nível mais alto de evolução para falar dele.

Só trata de ser autentico. Se esforce por ser sincero. Se desejares desfazer todo o "dano" que imaginas que fez, demonstra-o em suas ações. Faça o que puder e depois fique sossegado.


- É mais fácil dizer do que de fazer. Ocasionalmente sinto me muito culpado. A Culpa e o Medo são os únicos inimigos do homem.

A culpa é importante. Indica-nos que agimos errado.


- "Errado”... Não há tal coisa. Só há o que não te serve; que não diz a verdade a respeito de Quem É e Quem Escolhe Ser.

A culpa é o sentimento que te mantém preso a quem você não é.


Entretanto, a culpa é o sentimento que ao menos nos permite notar que erramos o caminho.

Está falando de consciência, não de culpa. A culpa é uma praga na terra, o veneno que  mata a planta.

Não crescerá através da culpa, mas sim só te murchará e morrerá.

A consciência é o que buscas. Não obstante, a Consciência não é Culpa e o Amor não é Medo.

Repito que o temor e a culpa são seus únicos inimigos. O amor e a consciência são seus verdadeiros amigos. Não deve confundir um com o outro, porque um te matará, enquanto que o outro te dará vida.

- Então, não devo sentir "culpa" por nada?

- Nunca, jamais. Que bem há nisso? Unicamente te deixa não amar a si mesmo e isso  elimina qualquer possibilidade de que possa amar outra pessoa.

- E não devo temer nada?

- O Medo e a precaução são duas coisas diferentes. Seja precavido, seja consciente, mas  não seja temeroso. O temor só paralisa, enquanto que a consciência mobiliza.

- Deve se mobilizar, não se paralisar. Sempre me ensinaram o temor a Deus.

- Eu Sei e depois disso interrompeu sua relação Comigo, desde então.

Só quando deixar de me temer, poderá criar qualquer tipo de relação significativa Comigo.

Se pudesse te dar qualquer dom, ou qualquer graça especial, isso te permitiria me  encontrar, isso seria Coragem.

Benditos sejam os que não temem, porque eles conhecerão Deus.

Isso significa que deve ser o bastante ousado para esquecer o que pensa que sabe a respeito de Deus.

Deve ser o suficientemente valente para te afastar do que outros dizem sobre Deus. Deve ser tão intrépido para ousar entrar em sua própria experiência de Deus.

Então não deve sentir culpa por isso. Quando sua própria experiência viole o que pensava que sabia e o que todos outros disserem sobre Deus, não deve sentir culpa.

O Medo e a Culpa são os únicos inimigos do homem.

- Ainda assim, há quem diz que fazer o que Você sugere é negociar com o diabo; que só o diabo sugeriria algo assim.

- Não há diabo.


- Isso é algo que também diria o diabo.

- O diabo diria tudo o que Deus diz, não é assim? Só que mais habilmente.

O diabo é mais hábil que Deus? Digamos que mais ardiloso.


Então, o diabo "confabula" ao dizer o que Deus diria?

- Com um pequeno "rodeio", só o suficiente para vos tirar do caminho, para conduzir vos pelo caminho equivocado.

Acredito que temos que falar um pouco sobre o "diabo". Falamos muito sobre isto no Livro 1.


- Aparentemente, não o suficiente. Além disso, possivelmente algumas pessoas não leram o Livro 1 ou o Livro 2, portanto, acredito que um bom começo seria resumir algumas das verdades que aparecem nesses livros. Isso estabelecerá a base, para as verdades universais maiores neste terceiro livro. Falaremos sobre o diabo neste começo. Quero que saiba como e por que se inventou essa entidade.

Muito bem, de acordo. Você venceu. Já estamos falando e aparentemente vamos continuar. Entretanto, há algo que as pessoas devem saber quando eu iniciei esta terceira conversação: transcorreu meio ano desde que escrevi as primeiras palavras aqui apresentadas. Hoje é 25 de novembro de 1994, o dia seguinte ao Dia de Ação de Graças.

Demorei 25 semanas para chegar até aqui; 25 semanas desde suas últimas palavras que aparecem acima, até minhas palavras neste parágrafo. Aconteceram muitas coisas durante essas 25 semanas. Não obstante, algo que aconteceu é que este livro não avançou nem um centímetro. Porque está demorando tanto?

- Dá-se conta como pode se bloquear? Compreende como pode se sabotar? Compreende como pode se deter de repente quando está a ponto de obter algo bom? Fez isto toda sua vida.

- Hei! Espere um minuto! Não sou eu quem está obstruindo este projeto. Não posso fazer nada, não posso escrever nenhuma só palavra, a não ser que me sinta... (Odeio empregar esta palavra, mas suponho que tenho que fazê-lo)... Inspirado para me aproximar deste bloco de notas amarelo e continuar. A inspiração é seu departamento, não meu!

- Compreendo. Então, pensa que Eu me omiti e não você. Algo parecido com isto, certo.

Meu maravilhoso amigo, isto é algo muito teu... E de outros seres humanos. Senta-se sobre suas mãos meio ano, não faz nada a respeito de seu maior bem, na verdade, separa-o de si e depois culpa a alguém ou a algo alheio a ti porque não chega a nenhuma parte. Não vê  um padrão nisso?

- Bom...


- Não há um momento em que não esteja contigo; Não há um momento em que Eu não  esteja "preparado". Acaso não te disse isto com antecedência?

- Bom, sim, mas...

- Sempre estou contigo, inclusive até o final dos tempos. Não obstante, não imporei Minha vontade sobre você... Nunca. Escolho o melhor bem para você, mas principalmente, escolho sua vontade para você. Esta é a medida de amor mais segura.

Quando desejo a você o que você deseja para si, então, na verdade te amo. Quando desejo para você o que eu desejo para você, então, estou Me amando, através de você.

Portanto, na mesma medida pode determinar se outras pessoas te amam e se você na verdade ama a outros. O amor não escolhe nada para si, mas sim só procura tornar possíveis as preferências da pessoa amada.

- Isso parece contradizer em forma direta o que Senhor disse no Livro 1 a respeito de que o amor não se preocupa com o que a outra pessoa é, faz e tem, só o que o Eu está sendo, fazendo e tendo.

- Isto me faz formular outras perguntas, como... A respeito dos pais que gritam para o filho, "Saia da rua!" Ou melhor, que arriscam suas próprias vidas ao correr entre o trânsito para tirar dali a criança? Que espécie de pais são eles? Por acaso não amam seu filho? Entretanto, impôs sua própria vontade. Lembre que o filho saiu na rua porque queria estar  lá.

- Como explicar estas contradições?

- Não há contradição; embora, você não veja a harmonia. Não compreenderá esta doutrina divina sobre o amor, até que compreenda que para Mim, minha escolha principal é a mesma que a tua. Isto se deve a que você e Eu somos um.

A Doutrina Divina é também uma Dicotomia Divina e isto é porque a vida em si é uma dicotomia, uma experiência dentro da qual, duas verdades aparentemente contraditórias podem existir no mesmo espaço e ao mesmo tempo.

Neste caso, as verdades na aparência contraditórias são que você e Eu estamos separados e que você e Eu somos um. A mesma contradição aparente se apresenta na relação entre você e todos outros.

Sustento o que Eu disse no Livro 1: o engano maior que cometem as pessoas nas relações humanas é preocupar-se com o que a outra pessoa Deseja, É, Faz ou Tem. Devem preocupar-se unicamente pelo Eu. O que está sendo, fazendo ou tendo o Eu? Que deseja, necessita ou escolhe o Eu? Qual é o Maior Desejo para o Eu?

Sustento também outra afirmação que fiz nesse livro: O Maior Desejo para o Eu se converte no Maior Desejo para outra pessoa, quando o Eu compreende que não há ninguém mais. Portanto, o engano não está em escolher o que é melhor para si, a não ser por não saber o que é melhor. Isto surge por não saber Quem Realmente É, muito menos Quem busca Ser.

- Não compreendo.


- Permita que te dê um exemplo. Se tenta ganhar as 500 milhas de Indianápolis, conduzindo a 240 quilômetros por hora, poderia ser o melhor para si. Não obstante, se sua intenção é chegar a salvo ao supermercado, não é a escolha correta.

- Está dizendo que tudo é circunstancial.


- Sim. Tudo na vida é. O que é "melhor" depende de quem é e quem tenta ser. Não pode escolher com inteligência o que é melhor para você, até que inteligentemente diga quem e o que você é.


( continuação em " QUEM SOU EU E QUEM É DEUS" )

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