segunda-feira, 2 de setembro de 2013

OS GATOS NEUTRALIZAM AS ENERGIAS NEGATIVAS E AS COLOCAM EM MOVIMENTO






A primeira descoberta foi que os gatos dormem muito porque precisam repor as energias que perdem enquanto fazem a limpeza do ambiente. Isso não é uma novidade, porque já no antigo Egito eles eram e ainda são considerados animais sagrados, porque simbolizam exatamente isso: a limpeza, a higiene, tanto do ambiente como a deles mesmo.

Preste atenção onde seu bichano gosta de dormir, normalmente eles procuram locais onde existe alguma energia parada, essa energia não é necessariamente negativa, mas também não é boa tê-la sem utilidade. Assim, o gato é na verdade, uma espécie de filtro, enquanto dormem transformam a energia ou a colocam em movimento.

Gatos gostam de dormir em locais de vertente subterrânea de água, falhas geológicas, radiações telúricas. Comprovado pela Geobiologia e pela Radiestesia, estes locais afetam a saúde das pessoas, provocando doenças e depressão entre outras. Assim o gato pode ser uma forma de nos prevenir destes pontos. Repare se seu gato gosta de dormir na sua cama, por exemplo.
Outra lenda ligada aos gatos é o fato de possuírem sete vidas. Esta questão está associada ao seu campo vibratório perfeito, ou seja, o gato é o animal que mais neutraliza o negativo, se colocarmos numa escala, neutralizaria 100%, daí a questão das sete vidas.

O Gato também é o único animal que, como o ser humano, tem sete camadas da aura e mais do que isso, são duplas. Isso faz com que ele tenha oito sentidos, três a mais do que o normal, que são cinco. Isso é percebido pela sua independência e, podemos dizer sua terceira visão. Quem nunca prestou a atenção em um gato acompanhando o olhar para algo que não conseguimos ver? É comum os gatos perceberem outras presenças nos ambientes.
Além disso, é o único animal da Terra que emite um som vibratório, o “ronronar” quando está em harmonia. Neste momento ele está sintonizando seu campo com o da pessoa ou neutralizando seu próprio campo negativo, por isso é aconselhável pegar um gato no colo pelo menos uma vez ao dia.

COMO DEIXAR DE ABSORVER AS EMOÇÕES NEGATIVAS DE OUTRAS PESSOAS






Liberdade emocional significa aprender como permanecer centrado em um mundo estressante e emocionalmente sobrecarregado. Desde que emoções, tais como o medo, a raiva e a frustração são energias, você pode potencialmente “captá-las” de pessoas, sem que perceba isto. Se tende a ser uma esponja emocional, é vital que saiba como deixar de assumir as emoções negativas de um indivíduo. Outra mudança é esta ansiedade crônica, depressão ou stress que podem transformá-lo em uma esponja emocional, esgotando as suas defesas. Subitamente, você se torna intensamente sintonizado com os outros, especialmente aqueles com dor semelhante. É assim que funciona a empatia: nós nos concentramos em questões polêmicas, que não estão resolvidas para nós mesmos. A partir de um ponto de vista energético, as emoções negativas podem se originar de várias fontes. O que você pode estar sentindo pode ser seu; pode ser de outra pessoa, ou pode ser uma associação. Eu explicarei como saber a diferença e fortalecer estrategicamente as emoções positivas, para que não assuma a negatividade que não lhe pertence.


Isto não foi algo que eu sempre soube como fazer. Ao crescer, minhas namoradas gostavam de ir aos shoppings e festas, quanto maiores, melhores – mas eu não compartilhava de seu entusiasmo. Sentia-me oprimido, exausto diante de grandes grupos de pessoas, embora eu ignorasse o motivo. “Qual é o problema com você?”, diriam os amigos, lançando-me olhares estranhos. Tudo o que eu sabia era que eu não gostava de me misturar em lugares lotados. Eu chegaria lá me sentindo bem, mas partia nervoso, deprimido ou com alguma dor terrível. Sem suspeitar, eu era uma gigantesca esponja, absorvendo as emoções das pessoas ao meu redor.

Com os meus pacientes, eu também perceberia que ao absorver as emoções de outras pessoas, poderiam ser desencadeados ataques de pânico, depressão, farras, bebedeiras, uso de drogas e uma infinidade de sintomas físicos que desafiam o diagnóstico médico tradicional. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças relatam que mais do que dois milhões de Americanos sofrem de fadiga crônica. É provável que muitos deles sejam esponjas emocionais.

Aqui estão algumas estratégias da Liberdade Emocional para que sejam praticadas. Elas o ajudarão a deixar de absorver as emoções de outras pessoas.
Etapa da Ação Emocional: Como permanecer centrado em um mundo estressante
Para desligar-se das emoções negativas de outras pessoas:

Primeiro, pergunte-se: O sentimento é meu, ou de outra pessoa? Poderia ser de ambos. Se a emoção, como o medo, ou a raiva, for sua, gentilmente confronte o que está causando isto em você, ou com a ajuda de um profissional. Se não, tente identificar o gerador óbvio. Por exemplo, se você já assistiu a uma comédia, mas chegou em casa se sentindo deprimido, pode ter incorporado a depressão das pessoas sentadas ao seu lado. Quando há muita proximidade, os campos de energia se sobrepõem. O mesmo acontece quando se vai a um shopping ou a um concerto lotado.

Quando possível, distancie-se da fonte suspeita. Afaste-se pelo menos sete metros de distância e veja se sente alívio. Não peque, querendo não ofender outros estranhos. Em um local público, não hesite em mudar de lugar, caso tenha uma sensação de depressão imposta a você.

Por alguns minutos, concentre-se em sua respiração. Isto o conecta com a sua essência. Continue expirando a negatividade e inspirando a calma. Isto o ajuda a se ancorar e a purificar o medo, ou outras emoções difíceis. Visualize a negatividade como uma névoa cinzenta se elevando do seu corpo, e a entrada da esperança, como uma luz dourada.
Isto pode produzir resultados rápidos.
Emoções negativas, tais como o medo, frequentemente se apresentam em seu centro emocional, no plexo solar. Coloque lá a palma de sua mão, enquanto continua enviando bondade amorosa a esta área, a fim de liberar o stress. Para a depressão, ou a ansiedade de longa data, use este método diariamente para fortalecer este centro. É reconfortante e constrói uma sensação de segurança e de otimismo.

Proteja-se – Uma forma acessível de proteção que muitas pessoas usam, incluindo os curadores com pacientes difíceis, envolve a visualização de um envoltório de luz branca (ou qualquer cor que sintam que confere poder), ao redor de todo o seu corpo. Pense nisto como um escudo que bloqueia a negatividade ou o desconforto físico, mas permite que o que seja positivo se infiltre.

Procure pessoas e situações positivas. Chame um amigo que vê o bem nos outros. Passe algum tempo com algum colega que afirme o lado positivo das coisas. Ouça pessoas esperançosas. Ouça a fé que eles têm em si mesmos e nos outros. Saboreie palavras de esperança, canções e formas de arte. A esperança é contagiosa e elevará o seu humor.
Continue a praticar estas estratégias. Você não tem que reinventar a roda, a cada vez que estiver com uma sobrecarga emocional. Com estratégias, você poderá ter réplicas mais rápidas para situações estressantes, se sentir mais seguro e a sua sensibilidade poderá desabrochar.


Uma mensagem de Judith Orloff

A ENERGIA SEXUAL E A ESPIRITUALIDADE- PARTE 2






Para quem aspira à ascensão espiritual, esse é um assunto complexo e, às vezes, embaraçoso, se não tratado com seriedade.


Temos que examinar as diferenças entre nosso ego e nossa alma.

Nosso ego usa o sexo para satisfazer seus desejos e impulsos. Visa ao prazer carnal e à reprodução somente. A alma utiliza a energia sexual quando está amando.

Nosso ego controla nossos desejos e luxúria, extravasando a energia sexual apenas pelo chakra sexual, sem elevar a função do chakra cardíaco a um propósito divino, como faz nossa alma. É obcecado pela sexualidade mundana, olhando para todos como se fossem parceiros em potencial, sem intencionar a relação como uma experiência de cunho espiritual. Simplesmente, quer prazer. E pronto! Não consegue sentir felicidade, caso não possua parceiro sexual. Em carências de relação, torna-se irritadiço e mal-humorado.

Nossa alma busca elevar a energia da kundalini1 para nossa conexão ao Alto e para chegar a orgasmos muito mais satisfatórios, plenos de espiritualidade, além da volúpia carnal, com emoção, responsabilidade, muito carinho. Quando a alma está presente na relação, o sexo não é mais a satisfação de nossas descargas hormonais, mais um ato puro e legítimo de verdadeiro amor! O nível de prazer é incomparável a este caso, podendo ser atingido o êxtase espiritual. Para maiores informações, consulte Tantra.

O sentimento amoroso deve ser partilhado entre o casal, de uma maneira muito lenta e terna, em que os parceiros fundem-se em um só sentimento. A alma coloca em primeiro lugar a outra pessoa e quer partilhar esse amor o maior tempo possível. Nada se espera em troca e tudo se ganha.

Nossos sentidos (tato, visão, paladar, audição) se aguçam e nos tornamos muito mais sensíveis ao delicado prazer.

Toda pessoa que está completamente centrada nos princípios divinos do Amor Incondicional e não admite outro tipo de relacionamento que não seja baseado na compreensão, companheirismo, amizade, cumplicidade, carinho, pode passar muito tempo sem ter relações sexuais, sem que isso lhe cause qualquer perturbação, até encontrar um parceiro que divida suas idéias. Mantém-se à espera do parceiro correto para vivenciar uma relação mais amorosa e livre de amarras cármicas.

Por que amarras cármicas?

As amarras são como fios energéticos ligando um ao outro. Em toda relação sexual, existe troca de fluídos entre os parceiros. Cria-se um vinculo espiritual entre eles que não pode ser rompido, a não ser por um processo de purificação do seu corpo, descrito abaixo.

Se não dominamos nossos impulsos sexuais, poderemos ser prejudicados pelas amarras cármicas, por onde continuam fluir sentimentos entre as pessoas conectadas.

Por exemplo, se dormirmos com uma pessoa mal humorada, com crises de depressão, ou com muita raiva, passamos a vivenciar essas pesadas emoções de nosso(a)(s) parceiro(a)(s). Muitas vezes, começamos a apresentar o mesmo comportamento daquele(a)(s).

Seria mais do que inteligente de nossa parte escolher com cuidado nossos parceiros.

O estado emocional que tivermos na hora da relação será o que iremos implantar em nossos companheiros (as). Antes de nos envolvermos com alguém, devemos ponderar amorosamente o que isso vai gerar na outra pessoa e em nós mesmos!

Texto: Maria Cristina Zacharias

USO INTELIGENTE DA ENERGIA SEXUAL- PARTE 1






A energia sexual desempenha um papel importantíssimo no nosso bem-estar mental, emocional e físico. E para as pessoas empenhadas em seguir um caminho espiritual, a compreensão do que significa energia sexual e o ato de fazer amor é mais preciosa ainda, pois eles são recursos de que dispomos para elevar nossa consciência e avançar para níveis mais altos de energia. Se estamos com alguém que amamos, o ato de fazer amor e o orgasmo provocam uma expansão de energia nos nossos campos de energéticos, quando a energia sexual se funde com a energia mais profunda do amor. 

Essas duas energias se tornam então uma só energia, poderosa, criativa, transformadora, que pode operar cura, a renovação e, se for conduzida até um nível suficientemente elevado, o que alguns chamam de “milagres”. Mas o que acontece quando usamos a força vital e a energia sexual num relacionamento íntimo em que não existe amor? Simplesmente os nossos centros de energia ficam bloqueados e a energia “não flui”. Isso acontece porque a intimidade sexual, quando não existe amor, cria o que poderia ser descrito como “impressões” negativas nos nossos centros de energia, bloqueando o movimento e o fluxo energético. 

Essas impressões e bloqueios podem ser sentidos energeticamente e alterar as nossas atitudes e comportamentos. Elas podem nos fazer sentir “travados” sexualmente, causando em nós uma perda de vitalidade sexual. Ou então podem disparar um anseio compulsivo por sexo, num esforço inconsciente para desbloquear as energias sexuais. 

Se as nossas energias sexuais não estão ligadas ao amor, elas podem como células cancerígenas, adquirir “vida própria” e acabar nos afastando do amor. E em nossas tentativas de satisfazer nossos impulsos sexuais, acabamos ferindo a nós mesmos e a outras pessoas. Atos meramente sexuais nunca são inofensivos. 

As energias sexuais são forças poderosas! Quando utilizadas com amor, elas promovem a nossa expansão como seres humanos. Quando usadas sem amor, elas causam o acúmulo de impressões e energias “escuras” e negativas na nossa aura, que nos mantêm em níveis baixos de percepção, ofuscam a nossa perspectiva mental e só criam obstáculos à nossa experiência da felicidade. Esse é um preço muito alto a pagar por um prazer momentâneo. Outro efeito da troca de energias sexuais sem amor é o que poderia ser descrito como “buracos” ou perfurações no campo energético dos parceiros. Sem a energia vital do amor, a troca de energias cria lacunas que enfraquecem a aura. 

Quando, ao contrário, o amor está presente, a mistura ou fusão das energias fortalece o campo energético, porque, nesse caso, mais amor e mais energia são produzidos no ato de fazer amor. Isso é igualmente verdadeiro para casais casados e não-casados. Não se trata aqui de uma questão moral. Pessoas casadas que não se amam e fazem sexo estão causando prejuízos uma a outra da mesma maneira que casais não casados, quando se entregam ao sexo sem amor.

A ENERGIA SEXUAL E A ESPIRITUALIDADE- PARTE 1






A energia sexual é uma das mais poderosas do Universo. Tentar controlá-la não é tarefa fácil. Precisamos escolher entre nossa consciência animal e nossa Consciência Crística.


Devemos elevar nossos instintos mais primitivos para uma condição de Amor Incondicional, quando nos pegamos olhando para alguém ou pensando em alguém com desejo puramente sexual. Isto requer auto-vigilância constante!

Precisamos começar a aprender a trabalhar com a energia sexual e purificá-la.

Como purificar essa energia?

Em primeiro lugar, devemos ter em mente que nosso corpo não é isolado de nosso Aspecto Divino. Quando reconhecermos esta verdade, poderemos usar a energia sexual como um instrumento para nos conectarmos com Ele.

Precisamos abrir todos os nossos chakras, principalmente o do coração e não utilizar mais só os dois primeiros (basal e sexual).

Abrindo nosso chakra do coração para a energia sexual , quando estamos amando nosso par como a nós mesmos, fortalecemo-nos contra doenças físicas e/ou psíquicas.

A energia da sexualidade precisa encontrar seu caminho para a Força Criativa de Deus.

Uma das práticas para sublimar a energia sexual é a abstinência de ato sexual por um curto período de tempo, que varia de pessoa para pessoa, conforme sua providência e necessidade. Quando retomarmos as atividades sexuais, procuremos fazê-la com a alma.

Sinta suas emoções!Tente ficar só com você mesmo. Conecte com seu Eu Superior. Seja o senhor de sua sexualidade e não se deixe dominar por ela.

Texto: Maria Cristina Zacharias

USO INTELIGENTE DA ENERGIA SEXUAL- PARTE 2






TROCAS DE ENERGIAS


Quando existe intimidade sexual entre duas pessoas, ocorrem as trocas de energia entre elas. Quando temos intimidade sexual, nós, por habito, nos abrimos energeticamente de uma maneira muito profunda, que permite a cada parceiro carregar a energia do outro. Desse modo, quando somos sexualmente íntimos a alguém, carregamos a “vibração” energética do campo e dos centros de energia da outra pessoa. Essa vibração inclui, num grau maior ou menor, os pensamentos e emoções do parceiro, que podem ser positivos ou negativos. Por exemplo, se estamos zangados ou tristes, a vibração de nossa raiva ou de nossa tristeza pode ser transferida para o nosso parceiro sexual juntamente com a troca de outras energias, e o parceiro receptor irá adquirir essa energia de raiva ou tristeza. 

O grau em que somos afetados pela energia do parceiro depende da força de nosso próprio campo energético e da intensidade vibracional dos pensamentos e emoções do parceiro. Às vezes, depois de fazer amor com alguém que não amamos, sentimos como se estivéssemos carregando alguma coisa “suja” ou que na realidade não é nossa. Podemos até sentir a necessidade de tomar banho – uma experiência de purificação ritual – para nos livrar dessa sensação. Por outro lado, quando a experiência é de amor, cada parceiro se sente banhado na energia do amor e no brilho remanescente do ato de fazer amor, e quer conservar esses sentimentos durante o máximo de tempo possível. 

Os parceiros geralmente carregam as energias um do outro por seis meses ou mais. Na verdade, eles podem carregar essas energias indefinidamente, a menos que se limpem e se libertem delas. Visualizações, orações, rituais podem ser utilizados, isolada ou conjuntamente, para este propósito. Pessoas sexualmente ativas, portanto, transferem suas próprias energias e a de todos parceiros anteriores e atuais a qualquer novo parceiro. Essa é uma das razões porque elas podem o senso de identidade. Quanto mais carregamos as energias de outras pessoas, menos sentimos as energias que são especificamente nossas. Nós também extraímos e carregamos aspectos da personalidade do parceiro, pois as energias que são trocadas carregam a vibração das emoções, dos pensamentos e das experiências das pessoas. Em outras palavras, nós começamos a sentir a vibração da energia das pessoas como nossa própria energia. Quando isso acontece, também ficamos mais suscetíveis à força e personalidade dessa pessoa, particularmente se ela tiver um campo de energia mais forte do que o nosso. 

Portanto, cada vez que temos relações sexuais com alguém, estamos criando conseqüências douradoras que nós nunca tínhamos imaginado para nós mesmos e para as outras pessoas.

As pessoas nunca aprenderam, com os pais, a escola ou quem quer que seja, que a energia sexual é uma força poderosa que deveríamos usar apenas para manifestar mais plenamente a vida em nós e expandir os nossos campos de energia. Portanto “como” e “com quem” nós usamos essas energias estão entre as decisões mais importantes que podemos tomar na vida.

Do livro: Sexo: Verdadeiro ou Falso? De Michelle Rios Rice Hennelly e R. Keven Hennelly Editora Cultrix

KUNDALINÍ, A ENERGIA CRIADORA






Podemos definir a kundaliní como uma energia física, de natureza nervosa e manifestação sexual (DeRose, 1992, 1999, 2007; Santos, 2000). Quando é despertada é conduzida pelo sistema nervoso central até ao cérebro. Mediante esse processo alquímico de transmutação da energia genésica em poder criador, exacerbam-se a inteligência, a criatividade, percepções e estados expandidos de consciência (DeRose, 2007). 
De acordo com a opinião dos antigos mestres, o aparelho reprodutor tem duas funções: a reprodução e a evolução. 
A kundaliní é a guardiã da evolução humana. Com o despertar da kundaliní dá-se a reversão do aparelho reprodutor e o seu funcionamento mais como mecanismo de evolução do que de reprodução, enviando para o cérebro um fino fluxo de “energia nervosa” muito potente (Krishna, 1985). O acordar dos chakras é um importante evento na evolução humana. Não deve ser confundido com misticismo ou ocultismo, porque com o acordar dos chakras há mudanças na consciência e na mente. Estas mudanças têm significativa relevância e relação com a vida do dia-a-dia. Com o despertar da kundaliní não apenas visões transcendentes têm lugar. 
Ocorre também o desenvolvimento da inteligência criativa e o acordar de faculdades supramentais. A kundaliní é a energia criativa; é a energia da auto-expressão. Não só a mente muda, bem como as nossas prioridades e afectos. Porém, esta transformação pouco tem a ver com a vida moral, religiosa ou ética de cada um. Tem mais a ver com a qualidade das nossas experiências e percepções. Tal como na reprodução, uma nova vida é criada. Ocorre como que uma metamorfose. Há até a possibilidade de todo o corpo físico ser reestruturado (Satyananda, 1984).

Por meio de técnicas esta «energia da serpente» pode ser despertada e guiada ao longo da coluna vertebral através de vários chakras até ao cérebro (White, 1977). O Tantra[8] fornece um curso graduado de maneira a despertar a kundaliní no Homem, fazendo-o atravessar várias etapas no caminho da grande consciência cósmica, que os Upanishads (comentários dos Vêdas[9]) descrevem como sendo o grande objectivo da vida do Homem. O culto tântrico, assim como os seus exercícios, têm influenciado continuamente o Hinduísmo e o Budismo. Esta influência é sentida desde o culto de gráma-dêvatá, no mais interior vilarejo da Índia, até ao mais elevado dêví-upásana dos grandes adwaitins (monistas) como Shankarácharya (788-820 d.C.). Penetrou até num ritual puramente vêdico: a meditação do gáyatrí mantra no sandhyá vandana. Os Tantras são, na realidade, escrituras comportamentais que passaram a existir como resultado do desejo hindu de não se satisfazerem, através dos tempos, com meras teorias em religião, mas trazer cada teoria ao teste da experiência concreta. O Vêda, sem dúvida, proclama a identidade do jívátmam, a alma individual, e do Paramátmam,[10] o Espírito Supremo. Porém, como redescobrir esta identidade perdida? Como purificar (sôdhana) e levantar (uddhára) a alma imersa em pecado e tristeza ao nível original da chaitánya (consciência) pura? É aqui que o Ágama ou Tantra vem em nosso auxílio e descreve o caminho da realização, passo a passo, de acordo com o adhikára (qualificação) de cada um (Sarma, 1967).

A kundaliní é um termo feminino por ser o Poder Ígneo, de natureza feminina, isto é, de polaridade negativa (DeRose, 1992, 1999). Na doutrina do Tantra Shakta, macho (Shiva) e fêmea (Shaktí) são dois princípios do universo. Estes dois princípios existem no interior de cada indivíduo (Rama, 1995). Shiva é a consciência suprema, imutável e eterna e Shaktí o seu poder cinético. O Universo é Poder. O Universo é uma manifestação da glória desta dêví (deusa) (Sivananda, 1979). Ela é identificada com shabda-brahman (o som primordial ou som do Absoluto: o mátriká mantra ÔM) (Eliade, 1954; Muktananda, 1994b; Van Lysebeth, 1990). Shaktí é, acima de tudo, uma força consciente e inteligente (Feuerstein, 2001). À escala cósmica esta Shaktí é designada pelo nome de mahakundalí, o Grande Poder enrolado. À escala microcósmica (humana) é denominada kundaliní, a enrolada, a energia que, no termo do processo involutivo que produziu o psiquismo e o corpo, continua a ser o suporte da manifestação individual (Michael, 1978). Porém, pensa-se que a kundaliní contém não apenas energia latente mas também memórias latentes, quer pessoais, quer transpessoais.[11] O modo moderno de entender este poder latente é em termos do inconsciente[12] (Rama, 1990).

A kundaliní é conhecida tradicionalmente como Durga, a criadora, Chandi, a feroz, sedenta de sangue, e Kali, a destruidora (Krishna, 1985). Por exemplo, quando ela acabou de despertar e somos incapazes de dirigi-la, é chamada Kali. Kali, a primeira manifestação da kundaliní é um poder terrível; é o poder inconsciente do Homem. Kali subjuga completamente o indivíduo, o que é representado pela sua dança sobre o Senhor Shiva. Isto acontece às vezes devido a instabilidade mental; neste caso, as pessoas ao tomarem contacto com o seu inconsciente vêem inauspiciosos e ferozes elementos – fantasmas, monstros, etc. (Satyananda, 1984). Krishna (n.d.), após ter despertado a kundaliní, escreveu: “Nada pode expressar a minha condição mais graficamente do que a representação de Shiva e Shaktí (na forma de Kali) pintada por mestres antigos, na qual vê-se Shiva prostrado na posição supina, indefeso, enquanto que a outra, de maneira absolutamente despreocupada, dança alegremente sobre o corpo do primeiro. O observador autoconsciente em mim, o assim chamado dono da estrutura carnal, agora completamente subjugado e posto fora de acção, constata que ele próprio está completamente à mercê, ou seja, falando literalmente, está aos pés de um poder que inspira pavor, totalmente indiferente àquilo que o dono pudesse pensar ou sentir, prosseguindo impassivamente com o corpo até à meta escolhida, sem mesmo conceder-lhe o direito de saber o que fez para merecer a injúria. Tenho todas as razões para crer que a representação foi planeada para pintar uma condição exactamente similar à minha por parte de um iniciado, o qual passou por uma provação igual” (p. 173). Quando Kali desperta desloca-se para cima para encontrar a manifestação ulterior, tornando-se Durga, a supraconsciente, que outorga glória e beatitude. Durga é a removedora das circunstâncias nefastas da vida e a dadora do poder e da paz que se libertam do múládhára chakra. Em suma, quando já somos capazes de dirigir a kundaliní e usá-la para propósitos benéficos, e nos tornamos poderosos à sua custa.


Há também indícios de que a activação da kundaliní não é um fenómeno limitado às culturas orientais. Aparentemente, o mais antigo dos símbolos da kundaliní proveio da Índia. O signo hindu da kundaliní representa-a como um bastão central (a nádí sushumná, que corresponde à coluna vertebral), com duas linhas sinuosas laterais (as nádís idá e pingalá) que sobem serpenteando até à altura da cabeça. Inseridos na haste central estão os 7 principais dos chakras primários, representados por sete círculos. Este símbolo foi aborvido pelos gregos (caduceu de Hermes, ou de Mercúrio, para os romanos), judeus (Árvore Sephirotal) e cristãos (Santo Graal) (ver DeRose, 2007).


Quem tornou disponíveis as informações acerca da kundaliní junto a grandes audiências ocidentais de forma geral e popular, foi o indiano Gopi Krishna (1903-1984), fundador da Kundaliní Research Foundation, Ltd. (S. Grof & C. Grof, 1995). Na sua opinião (Krishna, n.d.):

Esse mecanismo, conhecido como kundaliní, é a verdadeira causa de todos os fenómenos espirituais e psíquicos autênticos, é a base biológica da evolução e do desenvolvimento da personalidade, a origem secreta de todas as doutrinas ocultas e esotéricas, a chave mestra para o ainda não resolvido mistério da criação, a fonte inesgotável da filosofia, da arte e ciência, e o manancial de todas as crenças religiosas, presentes, passadas e futuras. (p. 199) 

por Alexandre Ramos