sábado, 10 de agosto de 2013

RELAÇÕES DE AMOR





Estes são níveis diferentes de aprendizagem e há alguns que temos de aprender na nossa própria pele. Temos de sentir a dor. Quando somos espírito, não sentimos dor. Esse é um período de renovação. 
A nossa alma é renovada. Mas quando estamos no estado físico, quando nos materializamos na carne, nessa altura podemos sentir a dor; e pode doer. Na forma espiritual não se sente nada. Existe apenas a felicidade, um sentimento de bem-estar. Trata-se de um período de renovação... para nós. A interacção entre as pessoas na forma espiritual é diferente. Quando nos encontramos num estado físico... podemos experimentar as relações.

Após o nascimento no estado físico, a nossa principal fonte de aprendizagem são as relações. Através da alegria e da dor que experimentamos na interacção com as outras pessoas, progredimos nos nossos caminhos espirituais e assim podemos conhecer o amor visto de todos os lados.
As relações são um laboratório vivo, um teste prático para avaliarmos as nossas condições, se aprendemos as lições, e para descobrirmos até que ponto estamos a seguir o plano de vida que nós próprios predeterminámos. 
Nas relações existe um evocar das nossas emoções, e nós reagimos. Aprendemos a dar a outra face, ou retaliamos com violência? Seremos capazes de nos aproximar dos outros com compreensão, amor e compaixão, ou reagimos com medo, egoísmo e rejeição? Sem as relações, não tínhamos maneira de saber;
não poderíamos testar o nosso progresso. 
As relações são sem dúvida oportunidades maravilhosas, embora difíceis, de aprendermos.
Encontramo-nos aqui no estado físico para aprender e crescer. 

Aprendemos características e qualidades como o amor, a não-violência, a compaixão, a caridade, a fé, a esperança, o perdão, a compreensão e a consciência. 

Temos de desaprender as características e as qualidades negativas como o medo, a raiva, o ódio, a violência, a avareza, o orgulho, a luxúria, o egoísmo e o preconceito.
Basicamente, é através das relações que aprendemos estas lições.

Aprendemos muito mais quando temos de enfrentar mais obstáculos do que quando temos poucos obstáculos pela frente, ou quando estes não são nenhuns.
Uma vida com relações difíceis, preenchida de obstáculos e perdas, representa sempre uma grande oportunidade para o crescimento da alma. Você pode ter optado por uma vida mais difícil para poder acelerar o seu progresso espiritual.
Por vezes, um acontecimento negativo como, por exemplo, perder um emprego, pode ser a mão que abre a porta para uma oportunidade ainda muito melhor. Não devemos afligir-nos cedo de mais. O destino pode necessitar de mais algum tempo para tecer a sua teia intrincada. Para além da dor e das dificuldades, existem também neste mundo o amor, a alegria e o êxtase. 

Viemos cá para estarmos em comunhão, para aprendermos sobre o amor com outros seres humanos que estão no mesmo caminho que nós, que aprendem as mesmas lições. O amor não é um processo intelectual. E sim uma energia dinâmica que entra em nós e flui todo o tempo através de nós, estejamos nós conscientes desse facto ou não. 

O fundamental é aprendermos a receber amor, assim como a dá-lo. Só podemos compreender a energia envolvente do amor na comunhão com os outros, nas relações, no serviço.

KARMA E ACORDOS






Temos dívidas que têm de ser pagas. Se não liquidarmos essas dívidas, nesse caso transportálas-emos para uma outra vida... para poderem ser resolvidas. 
Progredimos pagando as nossas dívidas. Algumas almas progridem mais rapidamente que outras. Se por algum motivo a nossa capacidade de pagar a dívida for interrompida..., temos de voltar ao plano do recolhimento, e aí temos que esperar que a alma para com quem temos a dívida venha ter connosco. 
Quando se torna possível sermos devolvidos à forma física ao mesmo tempo, nessa altura é-nos permitido voltar.
Mas somos nós quem determina quando voltamos. Somos nós quem determina o que é necessário fazer para pagar a dívida.
Haverá muitas vidas... para cumprirmos todos os acordos, para pagarmos todas as dívidas ainda por pagar.

É importante recordar que o Karma tem tudo a ver com a aprendizagem, não tem nada a ver com castigo. Os nossos pais e as outras pessoas com quem interagimos têm o livre-arbítrio. Podem amar-nos e ajudar-nos, ou podem odiarnos
e prejudicar-nos. A sua escolha não é o nosso Karma. 
A sua escolha é a manifestação do seu livre-arbítrio, eles também estão a aprender.
Por vezes uma alma escolherá uma vida que represente um desafio particular, de forma a acelerar os seu progresso espiritual, ou como um acto de amor, para ajudar, orientar, cuidar de outras almas que estejam a passar por uma vida igualmente difícil. Uma vida complicada não é um castigo; é sim, muito mais, uma oportunidade.
Mudamos de raça, de religião, de sexo e de posição económica porque temos que aprender de todos os lados. Experimentamos tudo.

O Karma é a justiça suprema. Na nossa aprendizagem, não há nada que seja deixado de lado, nada se perde.
Contudo, a Graça pode suplantar o Karma. A Graça é a intervenção divina, uma mão que se estende dos céus para nos ajudar, para aliviar o nosso fardo e o nosso sofrimento. Uma vez aprendida a lição, não é necessário prolongar o
sofrimento, mesmo que a dívida kármica ainda não esteja integralmente satisfeita.

Viemos ao mundo para relembrar quem nós somos e não para sofrer, por isso pare e reflita (medite) e verá que encontrará o seu Eu Superior e descobrirá qual a sua missão cá na terra ..


MEMÓRIAS DA INFÂNCIA






Nascemos com uma memória considerável do nosso verdadeiro lar, do outro lado, da maravilhosa dimensão que acabámos de deixar para podermos entrar de novo num corpo físico. Nascemos com uma capacidade tremenda para receber e dar amor, para experimentar alegria pura, assim como para experimentar plenamente o momento presente. Enquanto crianças, não nos preocupamos com o passado, nem com o futuro. Sentimos e vivemos cada momento de uma forma totalmente espontânea, exactamente como era suposto experimentarmos esta dimensão física.

O assalto às nossas mentes começa logo quando somos crianças pequenas.
Os valores e as opiniões parentais e da sociedade, bem como os valores culturais e religiosos que nos são transmitidos suprimem os nossos conhecimentos inatos.
Se resistirmos a este ataque, somos ameaçados com o medo, a culpa, o ridículo, a crítica e a humilhação. 
Para além disso, pode ainda pairar sobre nós o espectro do ostracismo, da perda do amor, do abuso físico e emocional.
Os nossos pais, os nossos professores, a sociedade e a nossa cultura podem ensinar-nos - e fazem-no muitas vezes "perigosas falsidades". 
O mundo em que vivemos é disso prova cabal, nesta sua progressão desenfreada para uma destruição irreversível.
Se lhes dermos uma oportunidade, as crianças podem ensinar-nos o caminho de saída.

Temos muito para aprender com as nossas crianças, antes que elas se esqueçam. Nesta, e em todas as outras vidas, também fomos crianças.
Recordámo-nos e esquecemo-nos, e para nos salvarmos a nós próprios, para salvarmos o nosso mundo, temos agora que nos lembrar de novo.
Com coragem, temos de ultrapassar a lavagem ao cérebro a que fomos submetidos e que provocou em nós tanta dor e desespero. Precisamos de recuperar a nossa capacidade de amar, de sentir a alegria. 
Temos de voltar a ser completamente humanos, como éramos quando crianças.
A observação da alegria e da espontaneidade das crianças a brincar é sempre uma experiência compensadora. Muitos de nós já esquecemos o que é divertirmo-nos a sério e apreciar os prazeres simples da vida. 

Preocupamo-nos demasiado com conceitos como o sucesso e o insucesso, com o tipo de impressão que provocamos nos outros e o futuro. Esquecemo-nos de como é que se brinca e de como nos divertirmos. As nossas crianças podem ajudar-nos a recordar isso.
Elas recordam-nos os nossos valores primários, aquilo que é verdadeiramente importante na vida: alegria, divertimento, despreocupação no momento presente, confiança e o valor das boas relações.
Vamos aprender com as nossas crianças, elas têm tanto para nos ensinar

CASO VERÍDICO - JULGAMENTO







LEIA O QUE ESTE PASTOR FEZ!

O pastor Jeremias Steepek (foto) se disfarçou de mendigo e foi a igreja de 10 mil membros onde ia ser apresentado como pastor principal pela manhã. Caminhou ao redor da igreja por 30 minutos enquanto ela se enchia de pessoas para o culto. Somente 3 de cada 7 das 10.000 pessoas diziam "oi" para ele. Para algumas pessoas, ele pediu moedas para comprar comida. Ninguém na Igreja lhe deu algo. Entrou no templo e tentou sentar-se na parte da frente, mas os diáconos o pediram que ele se sentasse na parte de trás da igreja. Ele cumprimentava as pessoas que o devolviam olhares sujos e de julgamento ao olhá-lo de cima à baixo.

Enquanto estava sentado na parte de trás da igreja, escutou os anuncios do culto e logo em seguida a liderança subiu ao altar e anunciaram que se sentiam emocionados em apresentar o novo pastor da congreação: "Gostariamos de apresentar à vocês o Pastor Jeremias Steepek". As pessoas olharam ao redor aplaudindo com alegria e ansiedade. Foi quando o homem sem lar, o mendigo que se sentava nos últimos bancos, se colocou em pé e começou a caminhar pelo corredor. Os aplausos pararam. E todos o olhavam. Ele se aproximou do altar e pegou o microfone. Conteve-se por um momento e falou:

“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. “Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ “O Rei responderá: ‘Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’."

Depois de haver recitado o texto de Mateus 25:34-40, olhou a congregação e lhes contou tudo que havia experimentado aquela manhã. Muitos começaram a chorar, muitas cabeças se inclinaram pela vergonha. O pastor disse então: "Hoje vejo uma reunião de pessoas, não a Igreja de Jesus Cristo. O mundo tem pessoas suficientes, mas não suficientes discípulos. Quando vocês se tornarão discípulos?". Logo depois, encerrou o culto e despediu-se: "Até semana que vem"! 

Ser cristão é mais que algo que você defende. É algo que vive e compartilha com outras pessoas.

DESTINO E O LIVRE ARBÍTRIO






Somos nós quem escolhe o momento em que entramos no nosso estado físico e o momento em que saímos. Sabemos quando atingimos aquilo que era suposto atingirmos quando para cá fomos enviados... Quando já tiver tido tempo para descansar e retemperar a sua alma, é-lhe permitido escolher a sua reentrada no estado físico.
O nascimento no seio das nossas famílias não é um fruto do acaso, nem uma coincidência. Escolhemos as nossas circunstâncias e estabelecemos um plano para as nossas vidas, mesmo antes de sermos sequer concebidos. Somos ajudados no nosso planeamento por entidades espirituais que, provavelmente, também nos orientam e protegem enquanto estamos nos nossos corpos físicos,
consoante o nosso plano de vida se vai desenrolando. Destino é mais um nome para os dramas que já escolhemos.
Existem provas consideráveis de que vimos realmente os acontecimentos principais na nossa vida futura, os chamados pontos de destino, durante a fase de planeamento anterior ao nosso nascimento. 

Isto é uma prova clínica obtida por terapeutas, com pacientes que experimentaram memórias pré-natais sob o efeito da hipnose, ou durante a meditação ou ainda
através de recordação espontânea. 
Alguns casos de déjà vu, esse sentimento de familiaridade, como se tivéssemos estado antes naquele momento ou local, podem ser explicados como uma memória ténue de uma previsão que entretanto de desenrola na vida física
presente.
O mesmo se aplica a todas as pessoas. As pessoas que foram adoptadas interrogam-se muitas vezes se o seu plano de vida não terá sido, de algum modo, completamente alterado. Os pais adoptivos são escolhidos da mesma forma que os pais biológicos. Há sempre uma razão para tudo e no caminho do destino não existem coincidências.
Apesar de cada ser humano ter um plano de vida, também dispomos do livre arbítrio, tal como os nossos pais, e toda a gente com quem interagimos. As nossas vidas, assim como as deles serão afectadas pelas escolhas que fizermos enquanto nos encontrarmos no estado físico, mas os pontos de destino não deixarão de ocorrer. Encontraremos as pessoas que tínhamos planeado encontrar e iremos deparar-nos com as oportunidades e os obstáculos que tínhamos planeado muito antes de nascermos. No entanto, o modo como enfrentamos esses encontros, as
nossas reacções e as decisões subsequentes, são a expressão do nosso livre arbítrio.
Destino e livre-arbítrio coexistem e interagem todo o tempo. 

Uma vez que avancamos, vemos que a nossa abordagem aos obstáculos e às frustrações que surgem na nossa ida serão feitas com maior calma e paciência.
A compreensão das lições e das dívidas passadas fá-lo-ão recordar-se dos seus objectivos para a vida presente. Sentir-se-á preenchido e deixará de se sentir confuso ou perdido. Aprenderá a ultrapassar o medo, a ansiedade e a dor.
Passará a viver o momento presente mais intensamente, e apreciará os seus prazeres mais completamente. Acima de tudo, compreenderá aquilo que todos nós temos em comum:

Estamos para além da vida e da morte, para além do espaço e do tempo.

Todos somos imortais e a nossa existência atravessa toda a eternidade.