sábado, 10 de agosto de 2013

MEMÓRIAS DA INFÂNCIA






Nascemos com uma memória considerável do nosso verdadeiro lar, do outro lado, da maravilhosa dimensão que acabámos de deixar para podermos entrar de novo num corpo físico. Nascemos com uma capacidade tremenda para receber e dar amor, para experimentar alegria pura, assim como para experimentar plenamente o momento presente. Enquanto crianças, não nos preocupamos com o passado, nem com o futuro. Sentimos e vivemos cada momento de uma forma totalmente espontânea, exactamente como era suposto experimentarmos esta dimensão física.

O assalto às nossas mentes começa logo quando somos crianças pequenas.
Os valores e as opiniões parentais e da sociedade, bem como os valores culturais e religiosos que nos são transmitidos suprimem os nossos conhecimentos inatos.
Se resistirmos a este ataque, somos ameaçados com o medo, a culpa, o ridículo, a crítica e a humilhação. 
Para além disso, pode ainda pairar sobre nós o espectro do ostracismo, da perda do amor, do abuso físico e emocional.
Os nossos pais, os nossos professores, a sociedade e a nossa cultura podem ensinar-nos - e fazem-no muitas vezes "perigosas falsidades". 
O mundo em que vivemos é disso prova cabal, nesta sua progressão desenfreada para uma destruição irreversível.
Se lhes dermos uma oportunidade, as crianças podem ensinar-nos o caminho de saída.

Temos muito para aprender com as nossas crianças, antes que elas se esqueçam. Nesta, e em todas as outras vidas, também fomos crianças.
Recordámo-nos e esquecemo-nos, e para nos salvarmos a nós próprios, para salvarmos o nosso mundo, temos agora que nos lembrar de novo.
Com coragem, temos de ultrapassar a lavagem ao cérebro a que fomos submetidos e que provocou em nós tanta dor e desespero. Precisamos de recuperar a nossa capacidade de amar, de sentir a alegria. 
Temos de voltar a ser completamente humanos, como éramos quando crianças.
A observação da alegria e da espontaneidade das crianças a brincar é sempre uma experiência compensadora. Muitos de nós já esquecemos o que é divertirmo-nos a sério e apreciar os prazeres simples da vida. 

Preocupamo-nos demasiado com conceitos como o sucesso e o insucesso, com o tipo de impressão que provocamos nos outros e o futuro. Esquecemo-nos de como é que se brinca e de como nos divertirmos. As nossas crianças podem ajudar-nos a recordar isso.
Elas recordam-nos os nossos valores primários, aquilo que é verdadeiramente importante na vida: alegria, divertimento, despreocupação no momento presente, confiança e o valor das boas relações.
Vamos aprender com as nossas crianças, elas têm tanto para nos ensinar

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