sábado, 10 de agosto de 2013

DESTINO E O LIVRE ARBÍTRIO






Somos nós quem escolhe o momento em que entramos no nosso estado físico e o momento em que saímos. Sabemos quando atingimos aquilo que era suposto atingirmos quando para cá fomos enviados... Quando já tiver tido tempo para descansar e retemperar a sua alma, é-lhe permitido escolher a sua reentrada no estado físico.
O nascimento no seio das nossas famílias não é um fruto do acaso, nem uma coincidência. Escolhemos as nossas circunstâncias e estabelecemos um plano para as nossas vidas, mesmo antes de sermos sequer concebidos. Somos ajudados no nosso planeamento por entidades espirituais que, provavelmente, também nos orientam e protegem enquanto estamos nos nossos corpos físicos,
consoante o nosso plano de vida se vai desenrolando. Destino é mais um nome para os dramas que já escolhemos.
Existem provas consideráveis de que vimos realmente os acontecimentos principais na nossa vida futura, os chamados pontos de destino, durante a fase de planeamento anterior ao nosso nascimento. 

Isto é uma prova clínica obtida por terapeutas, com pacientes que experimentaram memórias pré-natais sob o efeito da hipnose, ou durante a meditação ou ainda
através de recordação espontânea. 
Alguns casos de déjà vu, esse sentimento de familiaridade, como se tivéssemos estado antes naquele momento ou local, podem ser explicados como uma memória ténue de uma previsão que entretanto de desenrola na vida física
presente.
O mesmo se aplica a todas as pessoas. As pessoas que foram adoptadas interrogam-se muitas vezes se o seu plano de vida não terá sido, de algum modo, completamente alterado. Os pais adoptivos são escolhidos da mesma forma que os pais biológicos. Há sempre uma razão para tudo e no caminho do destino não existem coincidências.
Apesar de cada ser humano ter um plano de vida, também dispomos do livre arbítrio, tal como os nossos pais, e toda a gente com quem interagimos. As nossas vidas, assim como as deles serão afectadas pelas escolhas que fizermos enquanto nos encontrarmos no estado físico, mas os pontos de destino não deixarão de ocorrer. Encontraremos as pessoas que tínhamos planeado encontrar e iremos deparar-nos com as oportunidades e os obstáculos que tínhamos planeado muito antes de nascermos. No entanto, o modo como enfrentamos esses encontros, as
nossas reacções e as decisões subsequentes, são a expressão do nosso livre arbítrio.
Destino e livre-arbítrio coexistem e interagem todo o tempo. 

Uma vez que avancamos, vemos que a nossa abordagem aos obstáculos e às frustrações que surgem na nossa ida serão feitas com maior calma e paciência.
A compreensão das lições e das dívidas passadas fá-lo-ão recordar-se dos seus objectivos para a vida presente. Sentir-se-á preenchido e deixará de se sentir confuso ou perdido. Aprenderá a ultrapassar o medo, a ansiedade e a dor.
Passará a viver o momento presente mais intensamente, e apreciará os seus prazeres mais completamente. Acima de tudo, compreenderá aquilo que todos nós temos em comum:

Estamos para além da vida e da morte, para além do espaço e do tempo.

Todos somos imortais e a nossa existência atravessa toda a eternidade.

Sem comentários:

Enviar um comentário