sábado, 17 de agosto de 2013

AMOR AO PRÓXIMO





Muitas vezes nesta vida nós somos o remédio da vida de outras pessoas. 
Quantas vezes você já curou uma pessoa com o seu abraço, com uma visita inesperada, com um sorriso bem dado numa manhã chuvosa ou até mesmo com um e-mail enviado sem a menor pretensão? 
Sua presença alegra a vida das pessoas, é um poderoso remédio contra a tristeza, a depressão, contra a dor e os sofrimentos da nossa alma. 
Estar presente na vida das pessoas que amamos é milagre poderoso e que pode se transformar em processos de cura absoluta. 
Aproveite este dia e dê gotas homeopáticas de felicidade para os seus amigos, seus filhos, seu grande amor, sua família e de quebra para os seus companheiros de trabalho, mostrando a todos que você se importa com a vida deles. Lembre-se, este gesto nobre da essência humana, neste dia, poderá estar salvando uma vida

NADA É POR ACASO







Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
Com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes....
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.


Chico Xavier

DOENÇAS DO CORPO FÍSICO





Os maiores causadores de doenças são a raiva, a mágoa, as frustrações, o rancor, a inveja, o sentimento de culpa. São esses sentimentos que provocam as doenças do corpo físico. As emoções atingem imediatamente o corpo físico, que serve como um dreno por onde escoam essas energias negativas. Só que muitas não escoam, não fluem, ficam presas ao corpo físico e se manifestam em algum órgão em forma de doença.
Todas as doenças se originam do espírito. O que não tem origem nesta vida tem origem em reencarnações passadas. Muitas pessoas não aceitam este fato, ou só o aceitam parcialmente. Mas não há como fugir a essa constatação. O corpo físico é apenas reflexo do corpo astral (ou perispírito). Tudo o que está registrado em nosso corpo astral se manifesta em nosso corpo físico.
Você conhece pessoas que são viciadas em doenças. Falam de suas doenças com carinho, com uma espécie de orgulho. No ambiente de trabalho, em casa, na fila do banco, em qualquer lugar é possível ver pessoas competindo para ver que é mais doente. Trocam informações, nomes de remédios, não omitem nenhum detalhe de seus sintomas e dores.
A doença é o modo que muitas pessoas carentes de afeto acham para chamar a atenção. Quanto mais detalhes mórbidos, mais atenção despertam. É um modo de serem ouvidas, consideradas. Se apaixonam pelas próprias doenças. Quando você encontra alguém assim, a primeira coisa que ela faz é lhe passar o relatório completo de suas doenças. Onde dói, como dói, o que ela tomou, o que o médico disse, o que o outro médico disse.
Se algumas dessas pessoas ficassem curadas de repente, perderiam o sentido da vida. Claro que não são todas as pessoas doentes que gostam de suas doenças. Há pessoas que nascem com doenças graves, com limitações físicas que terão que suportar pela vida toda. Outras adquirem qualquer moléstia ou enfermidade no decorrer da vida, e a cura nem sempre está ao seu alcance.
Nem todos se conformam. Muitos se acham injustiçados, acham que a vida está errada e questionam a Justiça Divina. Não aceitam o fato de que são elas mesmas que causaram ou escolheram suas doenças.
Mesmo dentro do Espiritismo há quem ache essa abordagem muito dura. Acham cruel generalizar. Ficam comovidas com casos de doenças graves em crianças ou pessoas sabidamente boas. A dor dessas pessoas dói nelas.
Não sou insensível. Com a popularização das redes sociais, todos os dias nos deparamos com imagens de pessoas que sofrem de doenças terríveis. Mas se aceitamos que somos os responsáveis pelos nossos atos, que colhemos o que plantamos, que nossos males morais foram provocados por nós mesmos e que compete a nós modificá-los, por que seria diferente com os males físicos?
São as nossas emoções que provocam as doenças. A cura também passa pelas nossas emoções. Não estou dizendo que devemos abrir mão da medicina, pelo contrário. Temos que aproveitar os avanços que conquistamos. Mas a cura, real, verdadeira e definitiva para qualquer mal que atinja o nosso corpo está no controle das nossas emoções. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

LIBERTE-SE DA INSEGURANÇA






Uma das nossas maiores falhas é esta nossa preocupação em relação aos resultados e que se sobrepõe a tudo. Preocupamo-nos com os resultados e esta preocupação cria ansiedade, um medo e uma infelicidade completamente desnecessários.
A ansiedade manifesta-se em relação à nossa actuação. 
O que acontece se a nossa actuação não estiver ao nível? 
O que se passa se nos enganamos? 
O que vão os outros pensar? 
Com que rigor nos jugamos a nós próprios?
O medo está relacionado com a perda do objetivo ou o objecto desejado.
Estamos convencidos que se falharmos, não conseguiremos obter aquilo que queríamos, passaremos a ser uns falhados, uns perdedores, seremos rejeitados.
Sentiremos desprezo por nós próprios.
Em vez de nos preocuparmos com os resultados, com os efeitos das nossas acções, o melhor é termos a preocupação de fazer aquilo que está certo. Actuar sem
motivações egoístas e esperar que tudo corra bem.
Ter esperança é bom, mas criar expectativas já não é. 
Onde existe a expectativa, a desilusão anda sempre a rondar por perto.

Lembra-te que és sempre amado. És sempre protegido, e nunca estás só... também tu és um ser de luz, de sabedoria, de amor... nunca poderás ser esquecido. Nunca poderás ser ignorado. Não és o teu corpo; não és o teu cérebro, nem sequer a tua mente... És espírito ...
Tudo o que tens de fazer é despertar a memória, é recordar. O espírito não tem limites, não tem os limites do corpo físico, nem os limites do alcance do intelecto ou da mente. 

Amem-se uns aos outros com todo o coração e não receiem, não se retraiam. Quanto mais derem, mais receberão de volta.

sábado, 10 de agosto de 2013

RELAÇÕES DE AMOR





Estes são níveis diferentes de aprendizagem e há alguns que temos de aprender na nossa própria pele. Temos de sentir a dor. Quando somos espírito, não sentimos dor. Esse é um período de renovação. 
A nossa alma é renovada. Mas quando estamos no estado físico, quando nos materializamos na carne, nessa altura podemos sentir a dor; e pode doer. Na forma espiritual não se sente nada. Existe apenas a felicidade, um sentimento de bem-estar. Trata-se de um período de renovação... para nós. A interacção entre as pessoas na forma espiritual é diferente. Quando nos encontramos num estado físico... podemos experimentar as relações.

Após o nascimento no estado físico, a nossa principal fonte de aprendizagem são as relações. Através da alegria e da dor que experimentamos na interacção com as outras pessoas, progredimos nos nossos caminhos espirituais e assim podemos conhecer o amor visto de todos os lados.
As relações são um laboratório vivo, um teste prático para avaliarmos as nossas condições, se aprendemos as lições, e para descobrirmos até que ponto estamos a seguir o plano de vida que nós próprios predeterminámos. 
Nas relações existe um evocar das nossas emoções, e nós reagimos. Aprendemos a dar a outra face, ou retaliamos com violência? Seremos capazes de nos aproximar dos outros com compreensão, amor e compaixão, ou reagimos com medo, egoísmo e rejeição? Sem as relações, não tínhamos maneira de saber;
não poderíamos testar o nosso progresso. 
As relações são sem dúvida oportunidades maravilhosas, embora difíceis, de aprendermos.
Encontramo-nos aqui no estado físico para aprender e crescer. 

Aprendemos características e qualidades como o amor, a não-violência, a compaixão, a caridade, a fé, a esperança, o perdão, a compreensão e a consciência. 

Temos de desaprender as características e as qualidades negativas como o medo, a raiva, o ódio, a violência, a avareza, o orgulho, a luxúria, o egoísmo e o preconceito.
Basicamente, é através das relações que aprendemos estas lições.

Aprendemos muito mais quando temos de enfrentar mais obstáculos do que quando temos poucos obstáculos pela frente, ou quando estes não são nenhuns.
Uma vida com relações difíceis, preenchida de obstáculos e perdas, representa sempre uma grande oportunidade para o crescimento da alma. Você pode ter optado por uma vida mais difícil para poder acelerar o seu progresso espiritual.
Por vezes, um acontecimento negativo como, por exemplo, perder um emprego, pode ser a mão que abre a porta para uma oportunidade ainda muito melhor. Não devemos afligir-nos cedo de mais. O destino pode necessitar de mais algum tempo para tecer a sua teia intrincada. Para além da dor e das dificuldades, existem também neste mundo o amor, a alegria e o êxtase. 

Viemos cá para estarmos em comunhão, para aprendermos sobre o amor com outros seres humanos que estão no mesmo caminho que nós, que aprendem as mesmas lições. O amor não é um processo intelectual. E sim uma energia dinâmica que entra em nós e flui todo o tempo através de nós, estejamos nós conscientes desse facto ou não. 

O fundamental é aprendermos a receber amor, assim como a dá-lo. Só podemos compreender a energia envolvente do amor na comunhão com os outros, nas relações, no serviço.

KARMA E ACORDOS






Temos dívidas que têm de ser pagas. Se não liquidarmos essas dívidas, nesse caso transportálas-emos para uma outra vida... para poderem ser resolvidas. 
Progredimos pagando as nossas dívidas. Algumas almas progridem mais rapidamente que outras. Se por algum motivo a nossa capacidade de pagar a dívida for interrompida..., temos de voltar ao plano do recolhimento, e aí temos que esperar que a alma para com quem temos a dívida venha ter connosco. 
Quando se torna possível sermos devolvidos à forma física ao mesmo tempo, nessa altura é-nos permitido voltar.
Mas somos nós quem determina quando voltamos. Somos nós quem determina o que é necessário fazer para pagar a dívida.
Haverá muitas vidas... para cumprirmos todos os acordos, para pagarmos todas as dívidas ainda por pagar.

É importante recordar que o Karma tem tudo a ver com a aprendizagem, não tem nada a ver com castigo. Os nossos pais e as outras pessoas com quem interagimos têm o livre-arbítrio. Podem amar-nos e ajudar-nos, ou podem odiarnos
e prejudicar-nos. A sua escolha não é o nosso Karma. 
A sua escolha é a manifestação do seu livre-arbítrio, eles também estão a aprender.
Por vezes uma alma escolherá uma vida que represente um desafio particular, de forma a acelerar os seu progresso espiritual, ou como um acto de amor, para ajudar, orientar, cuidar de outras almas que estejam a passar por uma vida igualmente difícil. Uma vida complicada não é um castigo; é sim, muito mais, uma oportunidade.
Mudamos de raça, de religião, de sexo e de posição económica porque temos que aprender de todos os lados. Experimentamos tudo.

O Karma é a justiça suprema. Na nossa aprendizagem, não há nada que seja deixado de lado, nada se perde.
Contudo, a Graça pode suplantar o Karma. A Graça é a intervenção divina, uma mão que se estende dos céus para nos ajudar, para aliviar o nosso fardo e o nosso sofrimento. Uma vez aprendida a lição, não é necessário prolongar o
sofrimento, mesmo que a dívida kármica ainda não esteja integralmente satisfeita.

Viemos ao mundo para relembrar quem nós somos e não para sofrer, por isso pare e reflita (medite) e verá que encontrará o seu Eu Superior e descobrirá qual a sua missão cá na terra ..


MEMÓRIAS DA INFÂNCIA






Nascemos com uma memória considerável do nosso verdadeiro lar, do outro lado, da maravilhosa dimensão que acabámos de deixar para podermos entrar de novo num corpo físico. Nascemos com uma capacidade tremenda para receber e dar amor, para experimentar alegria pura, assim como para experimentar plenamente o momento presente. Enquanto crianças, não nos preocupamos com o passado, nem com o futuro. Sentimos e vivemos cada momento de uma forma totalmente espontânea, exactamente como era suposto experimentarmos esta dimensão física.

O assalto às nossas mentes começa logo quando somos crianças pequenas.
Os valores e as opiniões parentais e da sociedade, bem como os valores culturais e religiosos que nos são transmitidos suprimem os nossos conhecimentos inatos.
Se resistirmos a este ataque, somos ameaçados com o medo, a culpa, o ridículo, a crítica e a humilhação. 
Para além disso, pode ainda pairar sobre nós o espectro do ostracismo, da perda do amor, do abuso físico e emocional.
Os nossos pais, os nossos professores, a sociedade e a nossa cultura podem ensinar-nos - e fazem-no muitas vezes "perigosas falsidades". 
O mundo em que vivemos é disso prova cabal, nesta sua progressão desenfreada para uma destruição irreversível.
Se lhes dermos uma oportunidade, as crianças podem ensinar-nos o caminho de saída.

Temos muito para aprender com as nossas crianças, antes que elas se esqueçam. Nesta, e em todas as outras vidas, também fomos crianças.
Recordámo-nos e esquecemo-nos, e para nos salvarmos a nós próprios, para salvarmos o nosso mundo, temos agora que nos lembrar de novo.
Com coragem, temos de ultrapassar a lavagem ao cérebro a que fomos submetidos e que provocou em nós tanta dor e desespero. Precisamos de recuperar a nossa capacidade de amar, de sentir a alegria. 
Temos de voltar a ser completamente humanos, como éramos quando crianças.
A observação da alegria e da espontaneidade das crianças a brincar é sempre uma experiência compensadora. Muitos de nós já esquecemos o que é divertirmo-nos a sério e apreciar os prazeres simples da vida. 

Preocupamo-nos demasiado com conceitos como o sucesso e o insucesso, com o tipo de impressão que provocamos nos outros e o futuro. Esquecemo-nos de como é que se brinca e de como nos divertirmos. As nossas crianças podem ajudar-nos a recordar isso.
Elas recordam-nos os nossos valores primários, aquilo que é verdadeiramente importante na vida: alegria, divertimento, despreocupação no momento presente, confiança e o valor das boas relações.
Vamos aprender com as nossas crianças, elas têm tanto para nos ensinar

CASO VERÍDICO - JULGAMENTO







LEIA O QUE ESTE PASTOR FEZ!

O pastor Jeremias Steepek (foto) se disfarçou de mendigo e foi a igreja de 10 mil membros onde ia ser apresentado como pastor principal pela manhã. Caminhou ao redor da igreja por 30 minutos enquanto ela se enchia de pessoas para o culto. Somente 3 de cada 7 das 10.000 pessoas diziam "oi" para ele. Para algumas pessoas, ele pediu moedas para comprar comida. Ninguém na Igreja lhe deu algo. Entrou no templo e tentou sentar-se na parte da frente, mas os diáconos o pediram que ele se sentasse na parte de trás da igreja. Ele cumprimentava as pessoas que o devolviam olhares sujos e de julgamento ao olhá-lo de cima à baixo.

Enquanto estava sentado na parte de trás da igreja, escutou os anuncios do culto e logo em seguida a liderança subiu ao altar e anunciaram que se sentiam emocionados em apresentar o novo pastor da congreação: "Gostariamos de apresentar à vocês o Pastor Jeremias Steepek". As pessoas olharam ao redor aplaudindo com alegria e ansiedade. Foi quando o homem sem lar, o mendigo que se sentava nos últimos bancos, se colocou em pé e começou a caminhar pelo corredor. Os aplausos pararam. E todos o olhavam. Ele se aproximou do altar e pegou o microfone. Conteve-se por um momento e falou:

“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. “Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ “O Rei responderá: ‘Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’."

Depois de haver recitado o texto de Mateus 25:34-40, olhou a congregação e lhes contou tudo que havia experimentado aquela manhã. Muitos começaram a chorar, muitas cabeças se inclinaram pela vergonha. O pastor disse então: "Hoje vejo uma reunião de pessoas, não a Igreja de Jesus Cristo. O mundo tem pessoas suficientes, mas não suficientes discípulos. Quando vocês se tornarão discípulos?". Logo depois, encerrou o culto e despediu-se: "Até semana que vem"! 

Ser cristão é mais que algo que você defende. É algo que vive e compartilha com outras pessoas.

DESTINO E O LIVRE ARBÍTRIO






Somos nós quem escolhe o momento em que entramos no nosso estado físico e o momento em que saímos. Sabemos quando atingimos aquilo que era suposto atingirmos quando para cá fomos enviados... Quando já tiver tido tempo para descansar e retemperar a sua alma, é-lhe permitido escolher a sua reentrada no estado físico.
O nascimento no seio das nossas famílias não é um fruto do acaso, nem uma coincidência. Escolhemos as nossas circunstâncias e estabelecemos um plano para as nossas vidas, mesmo antes de sermos sequer concebidos. Somos ajudados no nosso planeamento por entidades espirituais que, provavelmente, também nos orientam e protegem enquanto estamos nos nossos corpos físicos,
consoante o nosso plano de vida se vai desenrolando. Destino é mais um nome para os dramas que já escolhemos.
Existem provas consideráveis de que vimos realmente os acontecimentos principais na nossa vida futura, os chamados pontos de destino, durante a fase de planeamento anterior ao nosso nascimento. 

Isto é uma prova clínica obtida por terapeutas, com pacientes que experimentaram memórias pré-natais sob o efeito da hipnose, ou durante a meditação ou ainda
através de recordação espontânea. 
Alguns casos de déjà vu, esse sentimento de familiaridade, como se tivéssemos estado antes naquele momento ou local, podem ser explicados como uma memória ténue de uma previsão que entretanto de desenrola na vida física
presente.
O mesmo se aplica a todas as pessoas. As pessoas que foram adoptadas interrogam-se muitas vezes se o seu plano de vida não terá sido, de algum modo, completamente alterado. Os pais adoptivos são escolhidos da mesma forma que os pais biológicos. Há sempre uma razão para tudo e no caminho do destino não existem coincidências.
Apesar de cada ser humano ter um plano de vida, também dispomos do livre arbítrio, tal como os nossos pais, e toda a gente com quem interagimos. As nossas vidas, assim como as deles serão afectadas pelas escolhas que fizermos enquanto nos encontrarmos no estado físico, mas os pontos de destino não deixarão de ocorrer. Encontraremos as pessoas que tínhamos planeado encontrar e iremos deparar-nos com as oportunidades e os obstáculos que tínhamos planeado muito antes de nascermos. No entanto, o modo como enfrentamos esses encontros, as
nossas reacções e as decisões subsequentes, são a expressão do nosso livre arbítrio.
Destino e livre-arbítrio coexistem e interagem todo o tempo. 

Uma vez que avancamos, vemos que a nossa abordagem aos obstáculos e às frustrações que surgem na nossa ida serão feitas com maior calma e paciência.
A compreensão das lições e das dívidas passadas fá-lo-ão recordar-se dos seus objectivos para a vida presente. Sentir-se-á preenchido e deixará de se sentir confuso ou perdido. Aprenderá a ultrapassar o medo, a ansiedade e a dor.
Passará a viver o momento presente mais intensamente, e apreciará os seus prazeres mais completamente. Acima de tudo, compreenderá aquilo que todos nós temos em comum:

Estamos para além da vida e da morte, para além do espaço e do tempo.

Todos somos imortais e a nossa existência atravessa toda a eternidade.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

RECOMEÇAR




Sempre é tempo de recomeçar....

Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos.
Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade.

Não importa quem te feriu, o importante é que você ficou.
Não interessa o que te faltou, tudo pode ser conquistado.
Não se ligue em quem te traiu, você foi fiel.
Não se lamente por quem se foi, cada um tem seu tempo.
Não reclame da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho.

Não se espante com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...

O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade.
As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.

Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, somos mais fortes, nossos passos são mais firmes, já sabemos onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, o seu destino é ser feliz, eu creio nisso, e você? Você está pronto para recomeçar?

O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz a verdadeira liberdade.....

O EGO E A ALMA




Para facilitar percebermos o papel do ego, talvez seja mais fácil apenas definir o que é a alma e o que é o ego, e deixar cada um com a sua conclusão. 
Resumidamente, o ego é  tudo o que nos obriga a esconder a nossa pureza, a nossa inocência, a nossa bondade, o amor que temos por nós e pelos outros,  é o que nos impede  de viver apenas o presente e de ver esse momento presente como um momento sagrado que é e não viver os medos do passado ou as ansiedades do futuro. É o que nos impede a vivência da pura alegria e felicidade, do bem estar incondicional e da aceitação total de todas as diferentes experiências da matéria.  

O Ego  é a reacção, a repetição, a não evolução, a não mudança, é o controle sobre tudo e sobre todos.  É aquela parte de nós que resiste às mudanças, que não abdica da razão e que faz tudo para manter a sua zona de conforto e controle em plena segurança.



Hemisfério esquerdo faz-nos identificar com o ego. Somos nós independentes dos outros sem qualquer elo energético, ilusoriamente auto-suficientes e independentes e como tal, desligados de tudo, de todos, do Todo. Todo o esforço é pouco para manter intacta a imagem e respectiva sensação de ser o melhor, para chamar à atenção.  
Há uma necessidade enorme do outro exterior pois é através dele que eu consigo ser grande.  Tudo se passa à volta de manter um pedestal e torná-lo o mais alto possível. Mas esse pedestal tem senãos;  é frágil e muito solitário. 

Ao ver-se e sentir-se cada vez mais sozinho, as emoções de solidão e medo começam a tomar conta.  Medo que algo ou alguém possa abalar esse pequeno ser frágil no meio de um mundo gigante e aparentemente caótico. 
O instinto de defesa, segurança, protecção passam a ser desmedidos. Por termos consciência da fragilidade do nosso ser, colocamos máscaras que simulam uma falsa força, independência, auto sustentação segurança. 

Tudo e todos passam a ser uma ameaça vistos como pequenos reinos espalhados pelo mundo cada um a fazer de tudo para defender o seu castelo. Só o tempo o fará perceber o quanto esse castelo é solitário, frágil e em última instância, ridículo.  
Visto de cima, todos estão num mesmo planeta. O ego insiste em criar fronteiras, defesas, a alma não vê as fronteiras e cuida de tudo e todos como se de um jardim comum se tratasse. controlar e manipular são as palavras de ordem do ego.
Alma é isso que em nós sente, intui, dá-nos a sensação de pertença à família humana, lembra-nos continuamente a importância de amar incondicionalmente, perdoar, de sentir. 
Faz-nos observar a magia que vem da fragilidade, da humildade e propõem-nos  assumir a responsabilidade por tudo o que nos acontece. É ela que nos inspira a desistir, a ceder, a pedir desculpa, a abdicar de ter razão. A alma não tem problemas em se mostrar frágil, vulnerável, humilde. 

Ela sabe que sem estas características, ela se perde facilmente, e ela não se quer perder. É ela que sabe tão bem encolher os ombros quando desiste de lutar pois sabe que a luta apenas trás sofrimento. Dá-nos também  a sensação da existência  de algo maior do que nós, e dessa conclusão e respectivo sentimento, surge a reverencia por esse algo superior.  


A Alma faz-nos sentir bem quando queremos acreditar que tudo faz sentido mesmo que não aparente e quando tudo parece  caótico. 
Ela sabe ler a linguagem do mundo, e é nessa linguagem que a vida nos mostra o nosso percurso.  

Faz-nos acreditar e lembrar que a nossa vida tem um propósito divino. Vivemos o descanso, a paz, a aceitação, a tranquilidade de que, o que quer que  estejamos a passar, faz parte de um projecto maior nem sempre entendido mas tantas vezes sentido. Sentimos  que alguém está tomar conta de nós. Sentimos também claramente os laços que nos ligam uns aos outros e tomamos consciência do diferente papel que cada um tem na nossa vida.  É ela que sabe ler nas entrelinhas e consegue a proeza de ler um olhar.  

Por se manifestar no hemisfério direito ela dá-nos a capacidade de sermos criativos e de criarmos belas obras de arte que só uma alma consegue sentir, decifrar, compreender.  É através da alma que manifestamos a humildade. Fluir e aceitar, são palavras de ordem.


Para mim o grande desafio da vida é a tomada de consciência destas duas energias em nós e de tudo o que elas nos fazem sentir.  Seja a facilidade em sentir as energias e estados de espírito dos outros, seja a arrogância e incapacidade de nos fragilizarmos perante os outros, o desafio é reconhecer  e aceitar as duas em nós e fazermos as pazes com elas.  Mas  para isso é preciso Despertar. 


Falar em Despertar, implica que existe à partida um estado de adormecimento, um estado de não atento, de não consciente e logo de não escolha.   É ainda o estado do ego. 

Quando Despertamos dá-se  o acordar para a nossa verdadeira realidade divina, energética e espiritual. E não deixa de ser curioso que não existe povo, raça, ser humano que não sinta mais cedo ou mais tarde um apelo mais profundo por algo superior. Até os cépticos, não estão mais do que a fugir a algum tipo de memoria de uma ligação complicada, dolorosa ou frustrada com o divino. 


Diz-nos a sabedoria antiga que tudo o que chega a um limite, vira no seu contrario. Vivemos num mundo dual e por isso tanto a tristeza como a felicidade tem que coexistir. A verdadeira felicidade é o equilíbrio das duas e não a rejeição do negativo e a busca frenética pelo positivo que no fundo é o que vivemos nas sociedades ditas avançadas. 

Acredito que começamos por viver numa escada descendente, em que nos distanciamos cada vez mais da nossa alma e do céu, em que o objectivo principal é sobreviver. É a sobrevivência do ego.  É a luta, o confronto, a resistência em querer sempre mais seja a que custo for.  Por ser simbolicamente uma escada descendente, ela aparentemente é fácil, mas também nos distancia cada vez mais do divino.  

São as experiências da matéria, as vivências emocionais mais densas. Por não ter ainda a experiência da sensibilidade, da humildade, da empatia, o relacionamento com a vida e especialmente com os outros é violento, agressivo e por isso é também o caminho das perdas, uma maneira subtil do céu nos dizer que não é por ali, que não é assim. 


São as perdas que nos fazem parar, questionar e em casos extremos, olhar para o céu em busca de resposta e ajuda.  Em busca da re-li-ga-ção. 


Quando a identificação com a matéria e o ego é total ou exagerada ao ponto da pessoa perder o contacto com  as suas emoções, com a sua capacidade de amar ou com a sua dificuldade em fragilizar, a Vida propõem-nos vivencias a que chamamos perdas mas que não são mais do que oportunidades disfarçadas de nos reconectarmos com a nossa essência divina e com as nossas emoções.  O célebre ditado “Há males que vem por bem” é apenas a velha sabedoria a resumir este conceito.

Começa então a viver na escada ascendente, rumo a algo superior, mais íngreme, mais difícil mas muito mais recompensadora.


O Despertar não é mais do que a tomada de consciência de que todas as vivencias que passamos, fazem parte de uma evolução espiritual que está a acontecer em simultâneo com as nossa vidas terrenas. 

É a aceitação incondicional de tudo o que atraímos como fundamental na nossa evolução. É observar o observador, dar um passo atrás e vermo-nos a nós próprios e tomar consciência do papel que estamos a desempenhar.  É a capacidade de observar que não somos vários, que somos um. Um porque partilhamos os mesmos medos, os mesmo anseios, as mesmas emoções.

Por ex.  Na nossa vida terrena todos fazemos um percurso idêntico; nascemos, aprendemos, namoramos, casamos, temos filhos, trabalhamos, etc.   
No nosso percurso espiritual passa-se algo idêntico mas num nível interior; fazemos as experiências das várias emoções, sejam elas positivas ou negativas, fazemos a experiência do ego e normalmente mais tarde a da alma.  


A matéria só serve para ir buscar sensações, emoções que depois irão ser alquimizadas dentro de nós.  Infelizmente não fomos ensinados a fazer esta ligação e acabamos envolvidos na matéria e a rejeitar todo o lado emocional, intuitivo e sensível. 


Por isso o Despertar é a distancia que nos permite observar este fenómeno. Que nos permite tirar sempre uma lição das experiencias vividas, que nos permite observar a tal evolução a acontecer.  
Despertar é também  a consciência de que somos seres autónomos dentro do Todo, com a responsabilidade por nós próprios, que temos  o poder da escolha, de agir de acordo com aquilo que somos e que acreditamos, do que sentimos, sem deixar que os outros ou a matéria nos desviem do nosso caminho, e, confiando que levar a cabo estas escolhas conscientes, é o caminho da abundância, mesmo que na matéria tudo indique o contrario.  

Este Despertar pode acontecer por um transito astrológico, por uma perda, por influencia de alguém que está na nossa vida, exactamente com esse propósito espiritual ou simplesmente por um apelo interior em buscar sentido para a vida.


Quantos de nós já não sentiram vontade de fugir, desaparecer, evaporar quando os problemas apertam, as dificuldades aumentam, as perdas surgem? Muitas vezes as emoções que advêm destas situações são tão fortes que parecem insuportáveis.  E são,  embora a verdadeira dor tenha mais a ver com a resistência a estas mesmas situações do que aquilo que elas próprias provocam.  

A dor surge pela identificação do Ego com os problemas ou desafios.  
A Alma limita-se a aceitar tudo o que vem como aprendizado, proposta de evolução e ligação Kármica com a situação e todos os envolvidos.  

Ela limita-se a procurar o que está por trás do acontecimento, a lição, o Ego luta contra o acontecimento.  E o acontecimento vai-se repetindo enquanto a aprendizagem por trás desse acontecimento não acontecer. E por isso nos vemos tantas e tantas vezes encalhados nas mesmas situações, com o mesmo tipo de pessoas. 

Assim que a aprendizagem é feita, é acompanhada da respectiva limpeza emocional ou seja, a densidade acumulada é transformada e o acontecimento exterior já não tem razão de existir e “magicamente” desaparece.
Não é muito difícil então de perceber qual a energia predominante no mundo, nos relacionamentos sociais, profissionais, políticos ou mesmo familiares.  
E também não é muito difícil de imaginar o que será este planeta quando todos conseguirmos vibrar pela alma ou que tipo de adultos teremos um dia se as nossas crianças forem educadas a saber identificar os seus egos, a honrarem as suas emoções e a assumir a responsabilidade por tudo o que lhes acontece sem jamais recorrer à culpa, ao julgamento ou à cobrança.

Quando despertamos custa-nos acreditar como andámos cegos durante tanto tempo, como escolhemos a violência em vez do amor em tantas situações, como todas as situações que passámos eram apenas testes à nossa capacidade de amar e por não sabermos ou acreditarmos nisto os fomos chumbando uns atrás dos outros. 


Depois de alguns trânsitos fortes na nossa vida começamos  a perceber que esta ligação à alma,  este despertar para a nossa essência divina e a paz que daí advém,  é a grande aventura da nossa vida e que sem isso, nada faz sentido. Mas para isso o Ego tem que morrer. Tem que se dar o Despertar.


Numa época de grande consumismo, este é o maior legado que podemos deixar às nossas crianças de preferência através do exemplo próprio.

Sejam Felizes!